Quando chega o fim da linha não se tem muito pra onde ir. Na verdade, o pior não é ser o fim da linha, mas a dúvida se há de fato algo depois. É assim que estou me sentindo, como se o objetivo tivesse sido alcançado, como se agora fosse sentar e esperar, mas uma espera que não tem um objeto definido, é por si só.
Na rua, há muitos bichinhos nas luzes, alguns entram pela janela. Comprei ovos e frios para um omelete. Cheguei em casa faz pouco tempo e me deparei com a tal da espera. Mas pelo quê?
Há livros por ler, coisas por escrever, louça por lavar. Temos jogos novos no armário, mas a única vontade é repousar, respirar, comer quindim e deixar entrar um pouco de amarelo na conformidade que se tornou minha vida...
Não tenho vidas paralelas, paralelo-me, e cada coisa a seu modo e a seu tempo tem a meu respeito uma visão. É certo que minhas plantas nutrem hoje por mim muito mais carinho do que sobrou em outro. E é certo também que eu guardo por elas exímia admiração. Estão sempre a sorrir e sempre, sempre à disposição para um toque sincero.
19 de set. de 2007
16 de set. de 2007
14 de set. de 2007
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