Estou agora sentada na cama, de frente para a janela. Gi e Sophie estão dormindo na caminha suspensa e cadeira. A janela está parcialmente aberta e, apesar do frio dos últimos dias, a temperatura agora está agradável. Bate um vento leve que mexe com as plantas. O Cedro está com dois galhos apenas e esse mesmo vento, mais cedo, tirou algumas das suas folhas.
Eu ouço as crianças que devem estar no intervalo, na escola atrás de casa. De mais longe o som de alguma oficina mecânica, dentre as muitas da rua ao lado. Fora a lavação de caminhões no posto ao lado. Eles nunca param...
Tem um prédio a minha frente e já conheço de vista alguns dos vizinhos. Hoje descobri um apartamento com um gato amarelo que toma sol pela manhã. O meu favorito é um de parede cinza escura, com um lustre suntuoso de várias lâmpadas vintage penduradas em formato de polvo e os batentes da porta pintados de vermelho. Na cozinha eles colocaram aqueles azulejos brancos com estilo de metrô londrino. Acho que são um casal.
11/06/2018. 15h42
Não tenho vidas paralelas, paralelo-me, e cada coisa a seu modo e a seu tempo tem a meu respeito uma visão. É certo que minhas plantas nutrem hoje por mim muito mais carinho do que sobrou em outro. E é certo também que eu guardo por elas exímia admiração. Estão sempre a sorrir e sempre, sempre à disposição para um toque sincero.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Não trabalhar tem um efeito poderoso na trajetória de uma vida. Primeiro de liberdade, de merecimento, de possibilidades. Depois de paralisi...
-
admiração por tudo o que você faz, e bem. encantamento pelas palavras e músicas traduzidas ao pé do ouvido. amo como nunca. já não há pesar.
-
... a metáfora do mergulho (a invenção de uma língua dentro da língua). Não mais o mergulho como busca da palavra justa, bela, precisa (o c...
-
Não trabalhar tem um efeito poderoso na trajetória de uma vida. Primeiro de liberdade, de merecimento, de possibilidades. Depois de paralisi...
Nenhum comentário:
Postar um comentário