5 de jan. de 2008

Como é bom acordar sozinho e não ter que dizer a alguém que você o ama, quando não ama mais.

Ser amado não significa que tudo está bem.
Isso não significa que você é meu e que eu sou sua.

Assim que você sair as coisas vão ser uma merda de novo.
Uma merda por que?
Minha merda de vida.
Pára de me pressionar!

Sem dúvida nós sempre morremos de tristeza.

Você sabia, minha querida, que o mais brilhante amor perde o brilho
o sol sujo do dia que brilha os sujeita ao tormento.

Outras do mesmo.
"Estou indo para cama. Não fique acordado até tarde." Dans Paris

Uma única flor. Um adorno. Os artigos definidos. A espera. À espera. Sempre à espera...

4 de jan. de 2008

Se tivesse que dizer um lugar ideal, onde o repouso é sempre certo, que nada nem ninguém consegue atingir, um lugar tranqüilo, um lugar que foi feito para e onde tudo são sonhos, diria que esse lugar somos nós.

3 de jan. de 2008

O dia depois deveria ter outra cor, algo que sinalizasse que já não é a mesma coisa, que nos lembrasse que sonhamos e prometemos para este agora, tantas e tantas coisas. Mas é só mais um dia... Aproveitemos enquanto são poucos e as vontades ainda frescas. O ar por si só se encarregará de transformá-las e renová-las para mais um ano.

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Enfim plantei uma árvore, que cresce a olhos vistos e pediu já mais espaço. Vindo para o trabalho hoje olhei tantas outras da mesma e pensei que não era bem a árvore que gostaria de ter plantado. Mas então vi a Heleninha pisando sorridente as XXX retorcidas pelo chão, e me pareceu fazer todo o sentido.

XXX = parte da árvore que guarda as sementes e que, quando seca, cai no chão, se abre e fica torcida e crocante para que criancinhas as pisem pela calçada e sejam mais felizes.

E ela terá lindos olhos puxados, grandes, e um sorriso contagiante. Como deve ser.

6 de dez. de 2007

Friday, January 19, 2007

Já cedo se apaixonou pela menina de cheiro da cor das unhas vermelhas. Por seus movimentos suaves mas precisos. Por sua maneira natural de fechar os olhos ao ouvir música. Ela, que mesmo de olhos fechados, sentiu o perfume das bancas de flores e os abriu por mera diplomacia, pois já as sabia ali. Ela, que se desculpou por esbarrar na planta, e sorriu para a própria sombra, que de tão exausta, amanheceu pura.

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Sinto falta dessa menina apaixonada por si e pela vida. Sinto falta do escrever codificado, que de tão, já não se lê. Sinto falta, não saudade. Felicidade pelas conquistas todas e digo: a maior delas foi não seguir adiante.

5 de dez. de 2007


deixe estar
que fique como está, sono pela manhã, cansaço à noite
que deixe chás pela casa, jornais pelo banheiro
sapatos na sala
que deixe tudo em toda parte, notas, cupons
que use vermelho, que use tênis feio
que use o que quer que seja
que demore o tempo que for
seja apenas e pra sempre meu amor

Não trabalhar tem um efeito poderoso na trajetória de uma vida. Primeiro de liberdade, de merecimento, de possibilidades. Depois de paralisi...