1 de dez. de 2010

passei apressada pela vitrine. vi! e ela me viu. parei. pestanejei. passei. na volta, desviei do caminho certo. entrei. olhei, olhei, olhei. pensei em tudo de lindo que sairia dali. cafés da manhã mais felizes, heleninha querendo o dela sem presunto. hiroshi querendo o dele com muito queijo. siger querendo o dele com tudo! peguei a fila sem fim e ela quase não acabou, mas fui pra casa com esses poucos momentos de certeza. peguei metrô, ônibus, desci na padaria. pés cansados, muito cansados. obrigações pesando na bolsa. pedi cinco. chegando, chás direto pro congelador! pronto o cenário. pronto o figurino. prontas as falas. espera. ninguém assistiu à peça. encenei sozinha uma felicidade de mentira.

2 comentários:

Sr. Escafandro disse...

Não é de mentira. Onde está a verdade senão nas vontades e nos desejos?
A realidade somos nós que criamos. A encenação da vida é uma constante. Continue e verá que não é e não será mentira.
Mas fiquei com uma dúvida: como é o chá? De garrafa pet ou a erva triturada?

Anônimo disse...

Da minha casa é Igual

Vi

Não trabalhar tem um efeito poderoso na trajetória de uma vida. Primeiro de liberdade, de merecimento, de possibilidades. Depois de paralisi...